Como a Escritura Sagrada começou a ser levada a todos os povos tribos e nações?

A SEPTUAGINTA O Periodo Ptolomaico Grego (333-200 a.c)

Para o povo judeu que retornou a terra de seus ancestrais, o hebraico continuou a ser língua sagrada, falada pelos lideres religiosos e escrita nas Escrituras. Contudo, apenas cerca de 10% retornaram depois do cativeiro na Babilônia; a maioria permaneceu nas terras da dispersão.

Duzentos anos mais tarde, uma comunidade de judeus no Egito havia crescido o suficiente para atrair a atenção do rei Ptolomeu II, um dos quatro sucessores do vasto império de Alexandre, o Grande. Uma vez que o grego havia se tornado a língua unificadora de todo o império, Ptolomeu quis uma copia da Tora judaica em grego, sua própria língua, para sua biblioteca.

A antiga Carta de Aristea registra como essa tradução foi produzida. 0 rei Ptolomeu II pediu aos judeus na Judéia que enviassem 72 tradutores ao Egito, seis de cada uma das doze tribos. Afirma-se que esses homens traduziram os Cinco Livros de Moises em 72 dias. O numero arredondado para 70 tornou-se o nome dessa tradução – Septuaginta, em latim (também escrito
LXX). Pelos proximos 150 anos, todas as Escrituras hebraicas foram traduzidas para o grego e incluídas na Septuaginta.

A Septuaginta foi extremamente importante para as comunidades judaicas de fala grega no Império Romano. Ela manteve a Palavra de Deus acessível as novas gerações
fora de Israel, que nao estavam familiarizadas com a antiga língua hebraica. Como resultado disso, ela foi usada pelos autores inspirados do Novo Testamento; a maior
parte das citações do Antigo Testamento foram tomadas da Septuaginta, não das Escrituras em hebraico. Ela também se tornou
a Bíblia da igreja primitiva porque a maioria daqueles que abraçaram o Cristianismo falava grego. A LXX foi o perfeito complemento para o Novo Testamento em grego, proporcionando aos cristãos primitivos uma Bíblia escrita inteiramente em grego.

(Escrito por Willian L. Krewson)

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